MEU SEGUNDO SONETO A HELENA
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MI SEGUNDO SONETO A HELENA
Volverá a venir Septiembre en un lejano día Y frente a tu ventana nacerán los gladiolos. No hay fríos eternos... reflexionaras filosófica, ni en la primavera “las nieves son más crudas”.
Los valles del pasado serán más bondadosos, y un cántaro de greda reposará en las viñas. Recordarás mi voz y mi vaso de vino y una luz melancólica inundará tus pupilas.
Un antiguo poema vendrá a tu memoria. Y todo tu cuerpo me evocará a tu lado y a nuevas golondrinas le dirás en la tarde:
“Ya recibí casi todas las rosas de la vida y tuve un gentil Jorge que me escribía versos, que decía que yo era su más hermosa rima”.
MEU SEGUNDO SONETO A HELENA
Voltará a vir Setembro num longínquo dia E frente à tua janela nascerão os gladíolos. Não há frios eternos... refletiras filosófica, nem na primavera “as neves são mais cruas”.
Os vales do passado serão mais bondosos, e uma ânfora de argila repousará nas vinhas. Lembrarás minha voz e meu copo de vinho e uma luz melancólica inundará tuas pupilas.
Um antigo poema virá a tua memória. E todo teu corpo me evocará a teu lado e a novas andorinhas falarás na tarde:
“Já recebi quase todas as rosas da vida e tive um gentil Jorge que me escrevia versos, que dizia que eu era sua mais formosa rima”.
Jorge Luis Gutiérrez (Chile-Brasil)
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Escrito por . às 14:17
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EPIGRAMAS DE OUTONO
EPIGRAMAS DE OUTONO (Jorge Luis Gutiérrez)
I
No tálamo das vivacidades, e no íntimo duma narrativa exuberante, você é luzente arte gráfica preenchendo os vértices dos sonhos tocáveis...
II
Refazendo-se nos glossários de paladares e fragrâncias, no lívido reflexo de seu fluir sempre dadivoso e na delirante leveza da sensatez impetuosa...
Você é pródiga pintura, harmoniosa nas densidades e nas contigüidades.
III
E em adegas outonais, as ânforas do vinho adormecem nos braços de Afrodite. E as velas se consomem no ardor do fluxo da noite.
E para anatômicas lamparinas as agulhas magnéticas assinalam.
IV
E você está nas fantasias das bem-aventuradas estações de um aconchego outonal.
Oferecendo-se em meus devaneios, Despindo-se na névoa.
Inspirando na chuva epigramas outonais.
E o firmamento orna o perímetro da claridade de suas fronteiras de abrangências deleitosas...
V
E escuto sua voz na episódica lucidez do outono, desde a cristalinidade duma ostentação de eternidade, belamente me pedindo:
“Fala-me do pão e do bondoso vinho. Fala-me das uvas e do misericordioso vale que sempre te acolhia. Fala-me do generoso rio em que se refletiam penetrantes as alturas azuis. Fala-me do amor e dos desertos. Fala-me do sol e das paixões. E recria na arte operante das curvas de meu corpo, as ondulações candentes de uma literatura reimaginada”.
VI
E no tecido do virtual, ataviada de apegos, estremecendo quimeras e epistemológicas metáforas, uma folha seca permanece, substantiva e onírica; repousante, fundamental, destemporalizada, enlanguescidamente complexa: único vestígio silente de uma lírica outonal...
VII E uma fissura na Via Láctea mostra suave e serena, os contornos melodiosos das palavras sonhadas, dos vocábulos dançando... dos relevos das imagens poéticas.
VIII
E a garoa do fugaz banha-nos. E a tarde é incessante em simplicidades. E o rio da memória nos alicia a mitigar a sede.
IX
E enquanto os exílios se expandem infinitos; e as coruscantes areias desenham as cicatrizes dos paraísos nunca tidos: você me oferta um pouco de sombra e um copo de água.
E minhas pegadas se espelham na transparência e solidão dos oásis.
E descubro que as representações são reflexos de conceitos instantâneos; fotografias das emoções latentes nas ilustrações dum retrato visivelmente imaginário.
Miragem de seu corpo, nas dunas do insólito.
X
E lá, bem longe, além dos desertos, além das escadas do altar da efígie da deusa do destino, a vida abre seus braços como assas, na hipnótica luz do meio-dia.
E os exílios se expandem infinitos... Poema en español: http://filosofar.sites.uol.com.br/epigramas_de_outono.htm
Escrito por . às 14:08
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